Chega a ser nauseante ver que muitos Bispos latino-americanos andam se pronunciando em defesa do chavista e anti-democrático ex-presidente Manuel Zelaya. O Bispo de El Alto, na Bolívia, Dom Jesús Júarez, disse que "que toda interrupção de um processo democrático é lamentável, e a democracia é o que caracteriza a pessoa humana, porque, ainda que com seus defeitos, se concebe que é o melhor sistema para a convivência humana". Já Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales e Presidente da Cáritas brasileira, disse que prestava solidariedade "a todos os que querem uma Honduras democrática, livre das consequências de golpes contra a ordem constitucional". Dom Pedro Casaldáliga, expressando seu anseio por uma América Latina "livre e unida", alertou que respeitar "a democracia ... é respeitar a vontade do povo".
Claro que esses Bispos desconhecem a realidade eclesiástica hondurenha e, obviamente, comungam das mais tresloucadas heresias da teologia da libertação. Vale lembrar, antes de qualquer coisa, que o dito golpe não passou de uma ação constitucionalmente legal. O Presidente Manuel Zelaya, um aspirante a Hugo Chavez sem petróleo, no ápice de sua prepotência ideológica projetou uma reforma constitucional visando a releição ad infinitum - o velho bê-a-bá da cartilha esquerdista latino-americana -, entretanto, "conforme ao contemplado no Artigo 239 da Constituição da República ‘Quem propõe a reforma’ deste Artigo, ‘cessa imediatamente no desempenho de seu cargo e fica inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública’." - assim lembrado pela Conferência Episcopal de Honduras. O Congresso e a Suprema Corte, fazendo valer o documento maior do país, impediu a consulta pública nos moldes planejados pelo Presidente, não obstante, fiel ao estilo bolivariano de governo, quis iniciar um jogo de poder com as instituições da nação, levantando a população e tentando fazer na marra um plebiscito.
A paixão ocidental pela democracia e a deformação do ideal do poder popular chegaram a níveis altíssimos. A crise atual em Honduras teve como estopim os atos de um Presidente, democraticamente eleito, mas que, desonrando a constituição que jurou seguir, pretendeu destruir as leis nacionais. O projeto de Zelaya não só sofreu com a oposição do Congresso e da Suprema Corte como sequer tinha respaldo constitucional. Assim, deposto pelas forças armadas, que convocadas pela justiça para fazer cumprir a ordem retiraram do poder o presidente - em Honduras não há impeachment. Em seguida o país viu empossado o presidente da câmara; não há um regime militar como a mídia quer pintar.
Pobre Honduras! Agora nem mesmo a sua constituição serve como lei para ordenar a nação! A OEA e os Bispos da Teologia da Libertação pressionam o país para que Manuel Zelaya volte para a presidência. Ora essa, reconduzir o pupilo chavista ao poder é rasgar a constituição nacional. Quer dizer que um presidente eleito democraticamente tem liberdade suficiente para destruir o equilíbrio entre as forças institucionais e reformar as leis do país no braço? Então podemos ser democraticamente anti-democráticos?
Um dos melhores frutos dessa história - além da própria derrubada do aspirante a ditador - foi descobrir que a Igreja de Honduras é séria e fiel ao verdadeiro espírito cristão. A Conferência Episcopal de Honduras, presidida pelo Cardeal Oscar Rodríguez Madariaga, se mostrou aliada do novo governo e contrária aos projetos anti-constitucionais de Zelaya. Inclusive pediu a OEA que prestasse "atenção a tudo o que vinha ocorrendo fora da legalidade na Honduras, e não somente ao acontecido a partir de 28 de junho recém passado." afirmando categoricamente que "os três poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão em vigor legal e democrático, de acordo com a Constituição da República de Honduras".
Mas não estranhemos a posição dos Bispos da Teologia da Libertação! O que esperar de pastores que incensam Hugo Chávez, Evo Morales e Lula mas que abrem a boca para condenar uma legítima deposição de um presidente traidor da constituição? O mais irônico é que, quase sempre, os países que vivem sob a cartilha bolivariana nutrem uma aberta oposição à Igreja; vide a situação do clero boliviano e venezuelano.
Claro que esses Bispos desconhecem a realidade eclesiástica hondurenha e, obviamente, comungam das mais tresloucadas heresias da teologia da libertação. Vale lembrar, antes de qualquer coisa, que o dito golpe não passou de uma ação constitucionalmente legal. O Presidente Manuel Zelaya, um aspirante a Hugo Chavez sem petróleo, no ápice de sua prepotência ideológica projetou uma reforma constitucional visando a releição ad infinitum - o velho bê-a-bá da cartilha esquerdista latino-americana -, entretanto, "conforme ao contemplado no Artigo 239 da Constituição da República ‘Quem propõe a reforma’ deste Artigo, ‘cessa imediatamente no desempenho de seu cargo e fica inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública’." - assim lembrado pela Conferência Episcopal de Honduras. O Congresso e a Suprema Corte, fazendo valer o documento maior do país, impediu a consulta pública nos moldes planejados pelo Presidente, não obstante, fiel ao estilo bolivariano de governo, quis iniciar um jogo de poder com as instituições da nação, levantando a população e tentando fazer na marra um plebiscito.
A paixão ocidental pela democracia e a deformação do ideal do poder popular chegaram a níveis altíssimos. A crise atual em Honduras teve como estopim os atos de um Presidente, democraticamente eleito, mas que, desonrando a constituição que jurou seguir, pretendeu destruir as leis nacionais. O projeto de Zelaya não só sofreu com a oposição do Congresso e da Suprema Corte como sequer tinha respaldo constitucional. Assim, deposto pelas forças armadas, que convocadas pela justiça para fazer cumprir a ordem retiraram do poder o presidente - em Honduras não há impeachment. Em seguida o país viu empossado o presidente da câmara; não há um regime militar como a mídia quer pintar.
Pobre Honduras! Agora nem mesmo a sua constituição serve como lei para ordenar a nação! A OEA e os Bispos da Teologia da Libertação pressionam o país para que Manuel Zelaya volte para a presidência. Ora essa, reconduzir o pupilo chavista ao poder é rasgar a constituição nacional. Quer dizer que um presidente eleito democraticamente tem liberdade suficiente para destruir o equilíbrio entre as forças institucionais e reformar as leis do país no braço? Então podemos ser democraticamente anti-democráticos?
Um dos melhores frutos dessa história - além da própria derrubada do aspirante a ditador - foi descobrir que a Igreja de Honduras é séria e fiel ao verdadeiro espírito cristão. A Conferência Episcopal de Honduras, presidida pelo Cardeal Oscar Rodríguez Madariaga, se mostrou aliada do novo governo e contrária aos projetos anti-constitucionais de Zelaya. Inclusive pediu a OEA que prestasse "atenção a tudo o que vinha ocorrendo fora da legalidade na Honduras, e não somente ao acontecido a partir de 28 de junho recém passado." afirmando categoricamente que "os três poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão em vigor legal e democrático, de acordo com a Constituição da República de Honduras".
Mas não estranhemos a posição dos Bispos da Teologia da Libertação! O que esperar de pastores que incensam Hugo Chávez, Evo Morales e Lula mas que abrem a boca para condenar uma legítima deposição de um presidente traidor da constituição? O mais irônico é que, quase sempre, os países que vivem sob a cartilha bolivariana nutrem uma aberta oposição à Igreja; vide a situação do clero boliviano e venezuelano.
Honduras sofreu com um Presidente que queria deformar a constituição nacional e agora padece com uma comunidade internacional pouco interessada no parecer das legítimas instituições do país; o Congresso e a Suprema Corte. Os arautos do politicamente correto – com destaque para a ONU que censura o novo governo de Honduras enquanto se abstém de condenar o genocídio no Sudão – querem impedir a correta aplicação das leis constitucionais de uma nação! Isso é a soma do devaneio democrático – a democracia não como um meio, mas como um fim – com a ascensão de um governo mundial!
Se o Congresso e a Suprema Corte de Honduras não sabem e não podem interpretar e aplicar a constituição do país é melhor rasgá-la e deixar que o poder seja aplicado pela Nova Ordem Mundial!


