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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O confuso filme "Caça às Bruxas"

Eu assisti "Caça às Bruxas", com Nicolas Cage, e foi uma grande frustração. Claro que não esperava um épico, mas sempre gostei da ação inteligente nas produções estreladas por Cage. Entretanto, nessa nova obra o que mais aparece é um ator envelhecido, cansado e nada convincente.

A sinopse do filme é extremamente simplória. Tudo gira ao redor de possíveis bruxas que seriam, também possivelmente, responsáveis pela peste negra. A única faceta interessante da obra é a excelente construção da trama que faz com que o espectador constantemente duvide do óbvio: a culpabilidade, ou não, da garota. Não obstante, o filme tem cenas toscas e atuações fracas, além de um forte e desnecessário apelo visual.

Se faz mister frisar que o filme cria, não sei até que ponto propositalmente, um aparente paradoxo. Toda a produção, até o desfecho, centraliza-se na percepção infundada e preconceituosa do período medieval. Apresenta-se uma Europa sob as trevas, com uma estética suja, uso de falácias históricas e exageros do que teria sido a ação eclesiástica. Ainda que o filme tenha se redimido com a conclusão, é muito ingênuo acreditar que o espectador médio - que de fato crê nas ideologizadas críticas iluministas à Idade Média - atinou para a mudança radical de perspectiva. Ademais, o público alvo de uma produção de ação/aventura não vai ao cinema para confrontar-se e refletir acerca da história, mas sim para se entreter.

A Igreja, que ao longo do filme é constantemente atacada, com direito a frases de efeito e apelos emocionais, é apresentada, quando da descoberta da verdadeira face da garota - não era uma bruxa, mas sim uma possessa -, como a única naturalmente certa em toda a trama. Desde a cena inicial, onde o aparente vilão, o sacerdote, é assassinado pela também aparente inocente bruxa, até o final, a Igreja, como tratada na obra, vive numa pressão dialética muito confusa!

Obviamente é difícil fazer qualquer análise que vá além do caráter lúdico e banal da produção. O mais acertado é dizer que "Caça às bruxas" não pretende alçar vôos altos, mas também é acertado afirmar que o saldo do filme é negativo ao usar do apelo visual para apresentar uma Igreja medieval em contradição.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aslam: Cordeiro e Leão

Pedro Ravazzano

Com spoilers!

The Voyage of the Dawn Treader, o quinto livro da saga de C.S Lewis e o terceiro filme da série, endossa com mais vigor a forte referência cristã que permeia toda a obra. Além da defesa clara das virtudes e dos valores humanos, o enredo e a construção das personagens aprofundam nas relações dos homens e na perspectiva de transcendência diante do sagrado.

A obra é muito bem construída e nela cabem tanto leituras alegóricas e morais como anagógicas. Para um espectador desavisado "As Crónicas de Nárnia" serão apenas filmes com memoráveis cenas de ação e uma temática que é digna da atenção de toda a família. Claro que essa percepção, ainda que superficial, é válida e frutífera. Não obstante, é na compreensão do sentido mais profundo que os escritos de C.S Lewis se fazem plenos. Esse supra-sentido, como diz Dante Alighieri, “ocorre quando se expõe espiritualmente um escrito, o qual, pelas coisas significadas, significa as sublimes coisas da glória eterna.” (Convívio, II, 1) .

No terceiro filme destaca-se três grandes momentos; toda a incursão dos homens na luta contra o Mal - e aqui se sobressai a maldade em sua essência mais bruta que relaciona-se diretamente com a ausência do amor, de Deus - a forte transformação e redenção de Eustáquio e, por fim, a apoteótica despedida de Aslam a Lúcia e Edmundo.

A obra se forma centrada na saga dos homens que iniciam uma empreitada pela salvação dos narnianos oprimidos e perseguidos pelo Mal. Vale frisar, primeiramente, que os viajantes são aconselhados por um virtuoso mago a enxergarem não apenas as trevas que assolam Nárnia mas principalmente a escuridão que habita neles. Isso se confirma diante das tentações e provações que pelas quais passam. Assim como eles poderiam escolher o mal optam, livremente, pelo caminho do bem. Ademais, essa temática se afasta com firmeza de qualquer princípio calvinista; ainda que sem Deus o homem nada possa, é na sua abertura à graça que o Senhor age.

Outra cena bem particular é a transformação de Eustáquio. O que era um garoto pobre em virtudes e valores, desprovido de qualquer percepção do Sagrado - vide a sua relutância em compreender a "fantasia" de Nárnia - redimi-se após a forte experiência da mutação em dragão. O momento do seu retorno à forma humana inicia-se com a tentativa de com as suas garras cortar o grosso coro draconiano - isso após uma atuação extraordinária contra a diabólica serpente marinha. Ou seja, já há o fundamental desejo e a essencial vontade de livrar-se da condição de miserabilidade. Não obstante, sem Deus, sem Aslam, não poderia fazer. Surge então o Leão que com as suas patas cortando a areia e o seu majestoso rugido rompe a carapaça que cobria o Eustáquio velho, dando-lhe um banho - o batismo. Assim nasce um novo homem redimido pela ação do Senhor. O próprio atesta em seguida; "A princípio ardeu muito, mas em seguida foi uma delícia"
Por fim a cena mais impactante dessa obra; a despedida final. Lúcia e Edmundo, assim como Susana e Pedro, foram avisados que não mais poderão retornar. Aslam, então transfigurado em Cordeiro - clara alusão ao Cordeiro de Deus, Jesus Cristo - os apresenta ao seu país, protegido por uma densa parede aquática e que só poderia ser desbravado pelos homens que não mais intentassem voltar; a ida será definitiva. A jovem Lúcia, comovida com a partida, questiona o Leão. Vejamos o trecho completo:
Continuaram e viram que era um cordeiro.
Venham almoçar – disse o Cordeiro na sua voz doce e meiga. [banquete do Cordeiro?]
Notaram que ardia sobre a relva uma fogueira, na qual se fritava peixe. Sentaram-se comeram, sentindo fome pela primeira vez desde muitos dias. E aquela comida era a melhor de todas as que haviam provado.
– Por favor, Cordeiro – disse Lúcia –, é este o caminho para o país de Aslam?
– Para vocês, não – respondeu o Cordeiro. – Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.
– No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam? – perguntou Edmundo.
– Em todos os mundos há um caminho para o
meu país – falou o Cordeiro. E, enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma.
E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.
– Aslam! – exclamou Lúcia. – Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.
– Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte.
[Cristo, Pontífice e Sumo Sacerdote da humanidade diante de Deus] Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.
– Por favor, Aslam – disse Lúcia –, antes de
partirmos, pode dizer-nos quando voltaremos a Nárnia? Por favor, gostaria que não demorasse...
– Minha querida – respondeu Aslam muito d
ocemente –, você e seu irmão não voltarão mais a Nárnia.
– Aslam! – exclamaram ambos, entristecidos.
– Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.
– Nosso mundo é Nárnia – soluçou Lúcia. – Como poderemos viver sem vê-lo?
– Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.
– Está também em nosso mundo? – perguntou Edmundo.
Estou. Mas tenho outro nome. Têm de
aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
Aslam, o Cordeiro de Deus e o Leão da Tribo de Judá, é Nosso Senhor Jesus Cristo!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Demônio, de M. Night Shyamalan


Com muitos spoilers!

Ontem tive uma grata e excelente surpresa; o filme Demônio, de M. Night Shyamalan. Eu, particularmente, esperava mais uma daquelas produções com sangue, gritos histéricos, sustos tresloucados e muito caos estético. E não é que eu estava errado?! O filme é muito bom!


A trama é extremamente simples e o filme toma corpo com facilidade. Diferente de outras produções, não existe "banho-maria" que obriga o espectador a exercer a virtude da santíssima paciência. Justamente por ser muito dinâmico, o filme conquista facilmente aqueles que estão vendo. Além disso, desde o início já há uma certa empatia diante dos acontecimentos passados na vida do Detetive Bowden que ganham mais dramaticidade com o suicídio nos primeiros segundos da trama. Vale frisar, por sua vez, que a narração inicial, que toca justamente no âmago do enredo - a ação demoníaca no mundo - concede a coloração dramática na medida.

O que poderia ser uma tentativa frustrada de produzir um filme com suspense, envolvente e simples tornou-se num distinto sucesso. Assumo que a sinopse não ajudou; qual o interesse numa história centrada em cinco pessoas presas num elevador sob influência demoníaca? Parecia enredo de filme trash. Não obstante, com direito a todos os gritos, sangue e flashs assustadores em meio à escuridão, o filme se desenvolve diante do drama dos acontecimentos no elevador mas também na transformação da perspectiva do Detetive frente ao sobrenatural.

Entretanto, sem dúvida alguma, o ápice é o desfecho, de extremo bom gosto e muito profundo de sentido e significado. O demônio havia deixado como última vítima o motorista responsável pela morte de dois inocentes, mãe e filho, que ainda tendo consciência da culpa não buscou o arrependimento e a retratação diante do mal cometido. Entretanto, confrontado pelo Mal, verdadeiramente envergonhado das suas ações passadas, Janecowski confessa os seus pecados - e justamente para quem mas sofrera com a sua omissão - e, com isso, afasta a influência demoníaca sobre ele. Ademais, se faz mister pontuar que todos ali levavam uma vida pecaminosa - furtos, agressão, estelionato, que vão sendo descobertos ao longo das investigações policiais - , colocando-se, assim, sob a influência de Satanás. Frustrado mediante a contrição perfeita do rapaz, o demônio só pode lamentar a sua derrota. Finalmente abrem o elevador com um saldo de três mortos e tiraram o único sobrevivente.

Essa cena já valeria o filme, entretanto, o que veio em seguida foi ainda mais acertado. O Detetive, motivado pela ira, pareceu muito convicto na sua decisão de dar fim ao responsável pelo extermínio da sua família. Não obstante, perdoa o assassino de seu filho e de sua esposa, num ato de Misericórdia e de compaixão que deixa não só Janecowski assustado como aos próprios espectadores.

O final foi apoteótico. Ao longo do filme não há nenhuma referência a Deus, anjos, sacerdotes, Igreja. Só uma cena desesperada onde o guarda Ramirez, o narrador-personagem, reza uma Ave-Maria pelo que ele sabia ser uma manifestação demoníaca. Não obstante, já nos segundos finais da produção, o narrador termina com a própria conclusão da história que houvera contado no início; "Mas minha mãe disse para eu não ter medo, porque se o demônio existe, Deus também existe"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 e a força de um clichê

O filme Tropa de Elite 2 se “redime” em relação ao primeiro ao elaborar uma trama muito mais complexa e que nos obriga a realizar certa reflexão apurada e profunda. Inegavelmente, o volume inaugural da trama é de extrema facilidade de compreensão devido ao cenário totalmente bipolarizado e antitético, com personagens que encarnam plenamente ideais e princípios. Já o filme lançado esse ano, ainda que tente tratar o problema da violência e da indústria que a movimenta com maior realismo, infelizmente lança fora todos os bons frutos da discussão que o fenômeno “Tropa de Elite” causou. Explicar-me-ei.

O filme Tropa de Elite foi um marco por abordar com extrema objetividade um ponto deveras marcante na sociedade e política brasileiras. O lobby da esquerda militante e do humanismo caricatural sempre marcou o tom das “políticas públicas” – termo cunhado recorrentemente e que abarca uma imensidade de conceitos – e da ação do Estado em relação ao problema da violência urbana. Os brasileiros se regozijaram com as cenas onde Capitão Nascimento desmascara a intelectualidade que cita Foucault, critica os “aparelhos repressivos do Estado” e, ao mesmo tempo, prestigia bandidos e usa drogas. Entretanto, a continuação do filme, na tentativa de desconstruir o forte teor politicamente incorreto que marcou toda a edição, adota um discurso conciliatório, mas que na prática foi um fiasco.

No início do filme há uma continuação perfeita das posições do Tropa de Elite I, com alusões claras às posições idealistas e apaixonadas da esquerda militante. Porém, ao longo da produção o agora Coronel Nascimento não apenas se desilude com os princípios de outrora como coloca em discussão a função real do BOPE e até mesmo a sua inabalável moral. O “sistema” que é combatido pelo arauto dos direitos humanos, Dep. Fraga, o que tem quadros de Marighella e Olga Benário em seu escritório, é o mesmo sistema corrupto que financia e perpetua a violência urbana. Ainda que o primeiro volume da produção e o tom usado pelo Coronel Nascimento no início da história nos imunize de uma visão restrita, ideologizada e socializante dos problemas que a trama trata, não podemos negar que Tropa de Elite 2 destina o homem médio – a massa – a incidir na mesma compreensão obtusa e apaixonada que inicia criticando ao tratar da “intelectualidade” de esquerda.

O tão famigerado “sistema” destrói a tenra convicção do Coronel Nascimento, a sua inabalável posição em defesa da ordem como outrora pensava. Colocando por terra a certeza do personagem principal e, ao mesmo tempo, com a radical mudança de leitura do espectador em relação ao Dep. Fraga, de um idealista romântico de esquerda para o único intrepidamente entregue ao combate da corrupção e da violência, o filme tenta desconstruir o herói “Capitão Nascimento” que foi criado no primeiro filme e erguer o defensor dos direitos humanos ao nível deste.

Ainda que, aparentemente, a tentativa fosse de gerar uma reflexão mais realista e menos maniqueista, é inegável que a maioria dos espectadores vai entender a crítica ao sistema como a confirmação das críticas da esquerda, ainda que esta crítica tenha sido desautorizada no Tropa de Elite 1 e no início do 2. Entretanto, a forte crise interior do Coronel Nascimento é o que mais corrobora no rompimento integral com o teor do discurso politicamente incorreto que marcou esse fenômeno cinematográfico.

Queremos o Capitão Nascimento de volta!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O demônio não deve gostar de cinema...

Não é de hoje que o catholic way of life exerce fascínio em Hollywood. De fato, é comum produções cinematográficas que tratam de temas referentes à Igreja, desde possessões demoníacas, passando por guerras celestiais e chegando até às fajutas conspirações eclesiásticas. Ironicamente, quase sempre os filmes enaltecem algumas das nossas belas tradições. Será muito difícil encontrar nas telas dos cinemas, por exemplo, Padres sem distintivo, pregando que o demônio é a alienação social, desconhecedores da mística cristã. O oposto é bem verdadeiro; Sacerdotes de batina, orações em latim, exorcismo, possessão demoníaca, rosário etc. Nesse sentido, os filmes frisam muito bem não só a identidade católica como a forma característica que dota de personalidade e singularidade, com seus símbolos, a Igreja.

Ao que tudo indica será lançado em 2011 um filme deveras interessante; The Rite: The Making of a Modern Day Exorcist. (mais link.) A produção contará com os atores Anthony Hopkins e Colin O'Donoghue. Aparentemente seria mais uma obra com demônios, gritos e rituais de exorcismo. Entretanto, o filme é uma adaptação do livro do jornalista Matt Baglio (pode ser comprado aqui), de mesmo título, que conta a história real de um Padre chamado Gary Thomas, do estado da Califórnia, que foi mandando para Roma, pelo seu Bispo, estudar o exorcismo num curso aberto pelos Legionários de Cristo no Ateneo Pontificio Regina Apostolorum. O autor teve livre acesso ao Sacerdote e o acompanhava. Assim, o livro destaca todo o processo de formação, a distinção entre possessão verdadeira e doença mental, contando com o relato de experiências que o próprio escritor vivenciou.

A obra por si só parece ser muito interessante, inclusive o autor deixou de ser um católico nominal para se tornar um praticante da fé. Além disso, contar com a sétima arte reproduzindo em larga escala uma história verídica e, ao que tudo indica, transmitida com honestidade, sem dúvida alguma é um importantíssimo serviço na demonstração da existência do demônio e suas obras num mundo descrente.

terça-feira, 13 de julho de 2010

E Kardec inventou a novela...

O "Nosso Lar" kardecista; "Prédio da Governadoria ao centro, e os seis (6) Ministérios; os Ministérios de Regeneração, Auxílio, Comunicação e Esclarecimento que estão ligadas às atividades da esfera terrestre e os Ministérios de União Divina e Elevação estão ligadas ás Hierarquias Planetárias Superiores."

A enxurrada espírita na televisão e no cinema brasileiro é assustadora! Não é de hoje que a Globo promove novelas que vão desde uma escancarada doutrinação espírita até a defesa implícita das doutrinas kardecistas. Ademais, propaga ou o anticlericalismo ou, como ocorre comumente, uma percepção relativista, adotando o discurso conciliatório que busca a "harmonia" entre o catolicismo e o espiritismo.

Além das novelas "A Viagem", "O Profeta", "Alma Gêmea", "Páginas da Vida", "Mulheres Apaixonadas", que tinham uma clara temática kardecista, contando com exposições doutrinais e apologia escancarada, diversos outros folhetins gozaram da presença de "fantasminhas kamaradas"; "Sinhá Moça", "Prova de Amor", "A Casa das Sete Mulheres" etc. Atualmente a Rede Globo transmite "Escrito nas Estrelas", que tem o mesmo enredo reencarnacionista, até mesmo com direito a núcleo totalmente fantasmagórico - buuu! Ademais, em breve estreará uma série tendo como corpo central a história de um médico que realiza cirurgias espirituais.

Entretanto, além dessa clara abordagem kardecista na televisão, convivemos com a doutrinação na tela dos Cinemas. Não satisfeitos com o filme "Bezerra de Menezes" e "Chico Xavier", ambos retratando a vida de médiuns, será lançado o filme "Nosso Lar", inspirado na obra do "psicografista" mineiro , que conta os dilemas espirituais dos espíritos - tão peculiar essa redundância - numa cidade mítica em que todos vivem fraternalmente esperando a reencarnação! Belíssimo!

Por muito menos em relação ao catolicismo tem protesto e acusações de favorecimento! O máximo que as novelas fazem em relação à Igreja é colocar um Padre bonachão e malandro. Não obstante, é muito mais fácil encontramos Sacerdotes escrupulosos, freiras complexadas, beatas rancorosas, católicos relativistas e que fazem apologia ao espiritismo.

A mass media faz a doutrinação espírita e o mundo cult aplaude as superstições e a "mística" kardecista - todo o esoterismo barato vem juntamente no pacote. Nós católicos devemos não só atuar no combate a essa influência em nossos meios - por isso a crucial importância da formação catequética, doutrinal e apologética - como agir no mundo para conquistar para Cristo os homens perdidos nas falsas doutrinas.

Se o gnosticismo é a filosofia do mundo moderno politicamente correto, o espiritismo, com toda a sua retórica açucarada e relativista, é a religião!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Desconstruindo a "Heteronormatividade"

Edgard Freitas

O Plano Nacional de Direitos Humanos, parte III, editado recentemente pelo governo Lula, prevê o empenho governamental por um bocado de aberrações. Pressionado pelos militares e pela reação da opinião pública, o governo anuncionou que vai mudar a redação de alguns pontos. A redação, vejam bem, pois do conteúdo implícito não me consta que tenha havido rediscussão.

Um dos pontos que passou sem mudanças é o tal dos direitos da comunidade gay, prevendo a adoção de políticas públicas e formulação de projetos orientados na "desconstrução da heteronormatividade".

O que seria essa "heteronormatividade"? O que seria essa "desconstrução"? Por que a "heteronormatividade" deve ser "desconstruída"?

Sinceramente, não sei. Mas invoco a sabedoria do grupo Monty Python, no seu ótimo "A vida de Brian", para jogar luz sobre a escuridão dessa problemática "colorida".