Na próxima quinta-feira, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, deixará a chefia do executivo do país andino ao cargo de Sebastián Piñera, recém-eleito.
Bachelet informou a agência Ansa que, por causa dos terríveis desastres ocorridos, a reconstrução do Chile tomará todo o mandato do novo presidente.
Sem delongas, tudo isso é conhecido e pode-se ler em qualquer jornal brasileiro, mas o que a nossa imprensa não destacou foi a hesitação do governo chileno que pode ter custado várias vítimas fatais e muita desordem.
Leia o título da reportagem do jornal
El Mercurio de hoje:
"Asesores de la Presidenta le habrían recomendado no recurrir a los militares" (o negrito é meu)
Diz o artigo que os assessores da presidente Bachelet recomendaram não entregar o controle da zona afetada pela catástrofe aos militares. Por quê?
"Para una coalición que luchó contra la dictadura, la idea de tener a los militares en la calle no fue fácil", dijo el miércoles el ministro Bitar.
Em outra notícia, o mesmo jornal mencionou que:
"el comandante en jefe de la Fuerza Aérea, Ricardo Ortega" afirmou "que su institución estaba en disposición de desplegarse a lo largo del país dos horas después de la tragedia, pero que la tardanza se debió a la ausencia de una orden política.
(...) Altas fuentes del Ejecutivo reconocen que en un comienzo pesaron los consejos de los asesores presidenciales por evitar que el término del mandato de Bachelet estuviera marcado por el protagonismo de las FF.AA.
Muito bem. Palmas. O governo sai de cabeça erguida. Mostrou aos milicos quem manda no país. (Sim, claro, estou sendo irônico)
Mas enquanto as reuniões com assessores e militares ocorriam nas salas presidenciais e o governo tentava se conformar em manchar sua "honra" recorrendo a ajuda dos militares ...