Danuza Leão,
Eu li seu artigo “Falando um pouco de religião”, assumo que não tinha a menor pretensão, foi quase uma leitura acidental. Não sou muito paciente com aqueles que usam argumentos falaciosos, para não dizer mentirosos, contra a Igreja. O problema não é se opor ao catolicismo, todos tem liberdade para tal, mas sim justificar com uma construção totalmente estapafúrdia. A honestidade intelectual deve ser a base de qualquer crítica. Pois bem, antes de mais nada, vale recordar, sou de Salvador, onde estudo Economia na Universidade Federal da Bahia. Provavelmente deve concluir que sendo um católico praticante, sou um jovem totalmente arqueológico e perdido em meio aos ensinamentos "opressores" da Igreja. Que nada! Seu artigo tem vários erros, pretendo pontuá-los; primeiro a senhora diz que a Igreja condena o orgasmo e o prazer sexual entre o casal, mentira, o prazer é de extrema relevância no sexo que, é claro, também deve ter um sentido procriativo, entretanto, como afirmou, não menospreza a necessidade da paixão carnal. Depois a senhora fala das mortificações e penitências, pois bem, nós fazemos pequenos sacrifícios para nos unir ao grande Sacrifício de Cristo e, do mesmo modo, nos aproximar da Caridade, tudo isso é muito louvável.
O que eu achei engraçado do seu artigo é que a senhora pinta o ambiente católico quase como uma sociedade de puritanos ingleses do séc. XVII. A senhora se engana bastante! O catolicismo não tem esse espírito sepulcral, de que tudo é pecado e o pecado se encontra em tudo. Essa sua afirmação é tão sem sentido que até mesmo na Idade Média – que o mundo aprendeu a criticar – os católicos faziam banquetes e festas, bebiam e comiam, enquanto os protestantes puritanos ficavam em suas casas condenando o mundo e afirmando que tudo era motivo de perdição. O mundo não é pecado, o mundo foi criado por Deus, daí que seja bom, o homem, com seus erros, que o corrompe. Um católico precisa ser alegre, afinal o que é saber que Deus Se fez Homem para viver com os homens e pelos homens morrer para salvá-los? Isso é o ápice do Amor de Deus e o ápice da alegria dos homens!
Por fim, a senhora usa um argumento bem mequetrefe. Danuza, eu esperava mais da senhora, juro que esperava. O mundo atual perdeu a noção da arte sagrada, do esplendor de Deus. Hoje o orbe se incomoda com Igrejas de ouro, mas não entende que essas Igrejas só são assim, que os tronos tem pedras preciosas, que os tecidos são os melhores que existem – ah, o Papa não usa Prada, o sapato vermelho é um sapato papal feito de couro, um jornal que fez essa triste referência – porque tudo isso é oferecido ao Senhor, unicamente para Deus. Se o homem pode ofertar um templo de ouro porque construir um templo de latão? Damos nosso máximo em matéria porque é assim que simbolizamos a grandeza da nossa fé. Aqui em Salvador nós temos a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja com maior quantidade de ouro do Brasil. Os franciscanos viviam em total e completa pobreza, mas construíram um templo mais dourado que o próprio raiar do sol, contradição, hipocrisia? Para eles o mais indigno, para Deus o mais esplendoroso!
O mundo moderno se tornou estranho; no Big Brother Brasil os participantes se mortificam para ganhar a liderança, todo mundo aplaude. Para receber um artista conhecido monta-se um banquete e uma festa estrondosa – provavelmente a senhora já foi a uma desas recepções. Religiões orientais são valorizadas, mesmo que caricatamente – o hinduísmo, tão popular hoje em dia, é tão rigoroso quanto o catolicismo quando se trata da castidade. Tudo que a Igreja fala é visto como um absurdo e retrocesso, quando, na verdade, os argumentos usados contra ela que são os verdeiros absurdos.
Sem mais,
Pedro Ravazzano
Eu li seu artigo “Falando um pouco de religião”, assumo que não tinha a menor pretensão, foi quase uma leitura acidental. Não sou muito paciente com aqueles que usam argumentos falaciosos, para não dizer mentirosos, contra a Igreja. O problema não é se opor ao catolicismo, todos tem liberdade para tal, mas sim justificar com uma construção totalmente estapafúrdia. A honestidade intelectual deve ser a base de qualquer crítica. Pois bem, antes de mais nada, vale recordar, sou de Salvador, onde estudo Economia na Universidade Federal da Bahia. Provavelmente deve concluir que sendo um católico praticante, sou um jovem totalmente arqueológico e perdido em meio aos ensinamentos "opressores" da Igreja. Que nada! Seu artigo tem vários erros, pretendo pontuá-los; primeiro a senhora diz que a Igreja condena o orgasmo e o prazer sexual entre o casal, mentira, o prazer é de extrema relevância no sexo que, é claro, também deve ter um sentido procriativo, entretanto, como afirmou, não menospreza a necessidade da paixão carnal. Depois a senhora fala das mortificações e penitências, pois bem, nós fazemos pequenos sacrifícios para nos unir ao grande Sacrifício de Cristo e, do mesmo modo, nos aproximar da Caridade, tudo isso é muito louvável.
O que eu achei engraçado do seu artigo é que a senhora pinta o ambiente católico quase como uma sociedade de puritanos ingleses do séc. XVII. A senhora se engana bastante! O catolicismo não tem esse espírito sepulcral, de que tudo é pecado e o pecado se encontra em tudo. Essa sua afirmação é tão sem sentido que até mesmo na Idade Média – que o mundo aprendeu a criticar – os católicos faziam banquetes e festas, bebiam e comiam, enquanto os protestantes puritanos ficavam em suas casas condenando o mundo e afirmando que tudo era motivo de perdição. O mundo não é pecado, o mundo foi criado por Deus, daí que seja bom, o homem, com seus erros, que o corrompe. Um católico precisa ser alegre, afinal o que é saber que Deus Se fez Homem para viver com os homens e pelos homens morrer para salvá-los? Isso é o ápice do Amor de Deus e o ápice da alegria dos homens!
Por fim, a senhora usa um argumento bem mequetrefe. Danuza, eu esperava mais da senhora, juro que esperava. O mundo atual perdeu a noção da arte sagrada, do esplendor de Deus. Hoje o orbe se incomoda com Igrejas de ouro, mas não entende que essas Igrejas só são assim, que os tronos tem pedras preciosas, que os tecidos são os melhores que existem – ah, o Papa não usa Prada, o sapato vermelho é um sapato papal feito de couro, um jornal que fez essa triste referência – porque tudo isso é oferecido ao Senhor, unicamente para Deus. Se o homem pode ofertar um templo de ouro porque construir um templo de latão? Damos nosso máximo em matéria porque é assim que simbolizamos a grandeza da nossa fé. Aqui em Salvador nós temos a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja com maior quantidade de ouro do Brasil. Os franciscanos viviam em total e completa pobreza, mas construíram um templo mais dourado que o próprio raiar do sol, contradição, hipocrisia? Para eles o mais indigno, para Deus o mais esplendoroso!
O mundo moderno se tornou estranho; no Big Brother Brasil os participantes se mortificam para ganhar a liderança, todo mundo aplaude. Para receber um artista conhecido monta-se um banquete e uma festa estrondosa – provavelmente a senhora já foi a uma desas recepções. Religiões orientais são valorizadas, mesmo que caricatamente – o hinduísmo, tão popular hoje em dia, é tão rigoroso quanto o catolicismo quando se trata da castidade. Tudo que a Igreja fala é visto como um absurdo e retrocesso, quando, na verdade, os argumentos usados contra ela que são os verdeiros absurdos.
Sem mais,
Pedro Ravazzano
3 comentários:
Caro Pedro,
Sua resposta está ótima, talvez até extrapolando o nível de entendimento intelectual da sra. Danuza.
Essa senhora junta-se a um grupo do qual faz parte, por exemplo, o Alnaldo Jabor - um magote de celebridades que por serem famosos já se acham capacitados a falar de qualquer assunto, sem a mínima iniciativa de se informar para fazê-lo.
Uma praga, infestando a mídia "jornalística" brasileira.
Abraços.
Feliz Páscoa
Caro Pedro,
Sua resposta está ótima, talvez até extrapolando o nível de entendimento intelectual da sra. Danuza.
Essa senhora junta-se a um grupo do qual faz parte, por exemplo, o Alnaldo Jabor - um magote de celebridades que por serem famosos já se acham capacitados a falar de qualquer assunto, sem a mínima iniciativa de se informar para fazê-lo.
Uma praga, infestando a mídia "jornalística" brasileira.
Abraços.
Feliz Páscoa
Perfeito!
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