Os Bispos da CNBB resolveram se pronunciar sobre o caso do aborto em Pernambuco. O que seria motivo de regozijo passou a ser motivo de vergonha. Bom seria se tivessem mantido simplesmente aquelas notas. Meu Deus, quando a Conferência dos Bispos do Brasil vai aprender que a mídia não só não é católica como se opõe a Igreja? Ou seja, já há uma predisposição a não entender - já que não conhecem - e a entender de forma errada, adaptando àquilo que defendem e pretendem defender. Em suma, a clareza tinha que ser o norte das notificações e pronunciamentos. Além disso, é claro, há um fator que é essencial; a CNBB deve priorizar a exatidão para que assim, por meio de palavras bem ditas, a sã doutrina possa ser ensinada e transmitida. Do que adianta ser um bom e fiel Bispo se não parece um bom e fiel Bispo? Adotar um discurso fraco e não-objetivo - não necessariamente relativista - é pecar por falta de prudência, ainda mais quando sabemos que os inimigos esperam ansiosos o menor deslize do Clero.
O pronunciamento não foi exato, claro e simples, como pede a caridosa postura da Igreja, afinal isso é o que se espera daquela que se sustenta na Verdade.
O Portal G1 veiculou a notícia com essa título: "Para CNBB, ninguém foi excomungado em caso de aborto de menina de 9 anos" (http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1040654-5598,00.html)
O Jornal do Brasil veiculou a mesma notícia com o seguinte título: "CNBB apóia excomunhão dos envolvidos no aborto de criança pernambucana" (http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/12/e120322282.asp)
Isso é uma prova de como o pronunciamento da CNBB que, mesmo não contradizendo a posição do Arcebispo - que se sustenta no Direito Canônico que afirma categoricamente a pena de excomunhão latae sententiae aos fiéis (católicos maiores de 16 anos) que realizam o aborto - não foi em nada enfático na defesa de D. José e do lamentável transcorrer dos fatos. Tristes conseqüências são geradas dessa falta de postura; primeiro que parece, para o grande público, que a Igreja sequer consegue chegar a um consenso quanto as suas normas canônicas, em segundo lugar o valoroso D. José passa a se enxergar praticamente sozinho na luta em defesa da vida - poucos são os Sucessores dos Apóstolos que aparecem em seu apoio - e, em terceiro lugar, para piorar, muitos Sacerdotes árduos opositores da cultura de morte, que defenderam com fidelidade a postura da Igreja, se encontram desacreditados já que, por meio dessa aparente oposição da CNBB, são contraditos pelos Bispos da Conferência. Em suma, faltou objetividade e clareza nas palavras, faltou cuidado e zelo ao tratar de um tema tão polêmico envolto em opiniões pessoais e usado pelos anti-clericais como a ponta da lança na luta contra a Igreja.
Veja o pronunciamente dos Bispos na íntegra: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=1149
O pronunciamento não foi exato, claro e simples, como pede a caridosa postura da Igreja, afinal isso é o que se espera daquela que se sustenta na Verdade.
O Portal G1 veiculou a notícia com essa título: "Para CNBB, ninguém foi excomungado em caso de aborto de menina de 9 anos" (http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1040654-5598,00.html)
O Jornal do Brasil veiculou a mesma notícia com o seguinte título: "CNBB apóia excomunhão dos envolvidos no aborto de criança pernambucana" (http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/12/e120322282.asp)
Isso é uma prova de como o pronunciamento da CNBB que, mesmo não contradizendo a posição do Arcebispo - que se sustenta no Direito Canônico que afirma categoricamente a pena de excomunhão latae sententiae aos fiéis (católicos maiores de 16 anos) que realizam o aborto - não foi em nada enfático na defesa de D. José e do lamentável transcorrer dos fatos. Tristes conseqüências são geradas dessa falta de postura; primeiro que parece, para o grande público, que a Igreja sequer consegue chegar a um consenso quanto as suas normas canônicas, em segundo lugar o valoroso D. José passa a se enxergar praticamente sozinho na luta em defesa da vida - poucos são os Sucessores dos Apóstolos que aparecem em seu apoio - e, em terceiro lugar, para piorar, muitos Sacerdotes árduos opositores da cultura de morte, que defenderam com fidelidade a postura da Igreja, se encontram desacreditados já que, por meio dessa aparente oposição da CNBB, são contraditos pelos Bispos da Conferência. Em suma, faltou objetividade e clareza nas palavras, faltou cuidado e zelo ao tratar de um tema tão polêmico envolto em opiniões pessoais e usado pelos anti-clericais como a ponta da lança na luta contra a Igreja.
Veja o pronunciamente dos Bispos na íntegra: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=1149
Um comentário:
""Na verdade, o arcebispo não excomungou ninguém. Ele anunciou que este tipo de ato traz consigo tal possibilidade, de acordo com o que prevê o Código de Direito Canônico", esclareceu."
"“Eu acredito que a mãe dela também não [incorreu na excomunhão] porque ela agiu sob pressão”, disse."
"Possibilidade", "acredito"... quanta falta de capacidade pedagógica de quem é responsável pelo Magistério. E isso é no site deles, onde têm todo o espaço para desenvolver a argumentação, não há desculpa para isso. Deveria ser mais explicativa que a dúbia fala de D. Dimas ao "A Tarde".
Aliás, a entrevista de D. Geraldo à "Muito" é reveladora da fragilidade da capacidade de comunicação dos homens da Igreja no Brasil, embora ele não tenha deixado margem à interpretações dúbias. Mas, ele é capaz de dar respostas sem atentar à pergunta do entrevistador... Enfim, os homens da Igreja devem ir à luta, mas me parece faltar-lhes malícia no combate, pelo menos em certos momentos importantes.
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