Esta semana recebi por email um texto escrito por duas militantes feministas, uma bem famosa: Maria da Penha, sobre o caso Eloá. Neste texto as autoras tratavam a trágica morte desta jovem como um feminicídio, uma consequência da cultura machista etc.
Tentarei tecer algumas reflexões sobre o assunto nas linhas que se seguem.
É incrível como as pessoas não conseguem reconhecer na realidade as consequências de suas próprias ações. Tratar o caso Eloá como feminicídio é uma postura no mínimo pouco reflexiva.
O que a televisão nos mostrou por 100 horas foi um resumo da cultura de morte instalada em nossa sociedade. Foi uma das faces da idade de trevas em que vivemos, como nos mostra o filme "A era da inocência" cujo nome original em francês é: L'Âge des ténèbres. E aqui não podemos deixar de dizer que a ideologia feminista tem uma colaboração considerável. Basta olharmos como elas defendem o infanticídio através da discriminalização do aborto, como elas se unem a Nietzche para decretarem a morte de Deus através da perseguição às religiões, sobretudo à Igreja Católica.
Este desastre que assistimos é a consequência de um mundo que se afasta Daquele que dá à vida um sentido e um destino. Como nos ensina Santo Irineu "A glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus". Qual seria então o destino daqueles que desejam ofuscar a glória de Deus, senão a morte?
O que vemos neste caso, mais do que vítimas e agressores, mais do que um "crime do patriarcado" é uma sociedade inteira vitimizada por uma cultura que quer matar os nascituros, os inválidos, os anencéfalos, os idosos. E porque este desprezo pela vida? A resposta não pode ser outra senão o fato de estarmos privando o homem daquilo que é próprio da sua natureza: a relação direta com Deus, a sede de infinito. Todas as vezes na história em que esta característica humana foi desprezada a consequência foi a morte. Só o comunismo matou em 80 anos 105 milhões, o nazismo matou 6 milhões.
Na Austrália, onde a ideologia feminista, usando da mentira, conseguiu discriminalizar o aborto, morrem por ano cerca de 100 mil crianças, 50% delas do sexo feminino, por conta da "free choice" (livre escolha) de suas mães. Isso sim é um feminicídio... Agora eu faço uma pergunta a Maria da Penha e Maria Dolores? Em uma sociedade que dá à mãe o direito de matar os seus filhos o que impediria um jovem de matar a namorada? O que impediria um pai e uma madrasta de jogarem uma criança pela janela?
Entretanto, não podemos nos conformar com o estado das coisas; como nos ensina São Paulo, cuja vida recordamos neste ano, não podemos nos conformar com este mundo, mas sim transformar-nos pela renovação do nosso espírito para podermos discernir o que é bom (cf. Rm 12,2). Existe um caminho a percorrer e é o AMOR. Só ele é capaz de vencer a morte.
Tentarei tecer algumas reflexões sobre o assunto nas linhas que se seguem.
É incrível como as pessoas não conseguem reconhecer na realidade as consequências de suas próprias ações. Tratar o caso Eloá como feminicídio é uma postura no mínimo pouco reflexiva.
O que a televisão nos mostrou por 100 horas foi um resumo da cultura de morte instalada em nossa sociedade. Foi uma das faces da idade de trevas em que vivemos, como nos mostra o filme "A era da inocência" cujo nome original em francês é: L'Âge des ténèbres. E aqui não podemos deixar de dizer que a ideologia feminista tem uma colaboração considerável. Basta olharmos como elas defendem o infanticídio através da discriminalização do aborto, como elas se unem a Nietzche para decretarem a morte de Deus através da perseguição às religiões, sobretudo à Igreja Católica.
Este desastre que assistimos é a consequência de um mundo que se afasta Daquele que dá à vida um sentido e um destino. Como nos ensina Santo Irineu "A glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus". Qual seria então o destino daqueles que desejam ofuscar a glória de Deus, senão a morte?
O que vemos neste caso, mais do que vítimas e agressores, mais do que um "crime do patriarcado" é uma sociedade inteira vitimizada por uma cultura que quer matar os nascituros, os inválidos, os anencéfalos, os idosos. E porque este desprezo pela vida? A resposta não pode ser outra senão o fato de estarmos privando o homem daquilo que é próprio da sua natureza: a relação direta com Deus, a sede de infinito. Todas as vezes na história em que esta característica humana foi desprezada a consequência foi a morte. Só o comunismo matou em 80 anos 105 milhões, o nazismo matou 6 milhões.
Na Austrália, onde a ideologia feminista, usando da mentira, conseguiu discriminalizar o aborto, morrem por ano cerca de 100 mil crianças, 50% delas do sexo feminino, por conta da "free choice" (livre escolha) de suas mães. Isso sim é um feminicídio... Agora eu faço uma pergunta a Maria da Penha e Maria Dolores? Em uma sociedade que dá à mãe o direito de matar os seus filhos o que impediria um jovem de matar a namorada? O que impediria um pai e uma madrasta de jogarem uma criança pela janela?
Entretanto, não podemos nos conformar com o estado das coisas; como nos ensina São Paulo, cuja vida recordamos neste ano, não podemos nos conformar com este mundo, mas sim transformar-nos pela renovação do nosso espírito para podermos discernir o que é bom (cf. Rm 12,2). Existe um caminho a percorrer e é o AMOR. Só ele é capaz de vencer a morte.
3 comentários:
Realmente me pareceu que qualquer sentimento de propriedade do Lindemberg sobre a Eloá só foi levado às últimas consequencias em decorrencia desta cultura da morte que está com tudo hoje em dia. Tb concordo que o feminismo é um poço de contradições, mas, neste caso específico, o assassino se investiu de seus "direitos de homem" para acabar com a vida da menina.
Marcelão, queria ter podido expressar tão bem como você. é exatamente assim como estou vendo as coisas acontecerem.
Translúcido o seu texto, meu caro. E, olhem que bela passagem:
"Na Austrália, onde a ideologia feminista, usando da mentira, conseguiu discriminalizar o aborto, morrem por ano cerca de 100 mil crianças, 50% delas do sexo feminino, por conta da "free choice" (livre escolha) de suas mães. Isso sim é um feminicídio..."
Clap, clap, clap! Meus aplausos para você, grande Marcelo, ótimo texto! Muito bom que você tenha "tentado tecer umas cosiderações"; você foi simples, direto e pleno.
Grande abraço!
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