sábado, 25 de outubro de 2008

Acarajé Conservador?

Eu ainda fico perplexo com a total falta de honestidade dessa gente “progressista” e “moderna” (Coloco entre aspas porque esse povo representa o que de mais torpe existe na modernidade, rechaçando os seus melhores frutos). O nome do nosso blog tem causado boa impressão em grande parte dos leitores. Todos acharam engraçado e pertinente, ainda mais por se tratar do Grupo de Estudos do Pensamento Conservador – BA.

De fato, acarajé é uma comida com origens religiosas, especificamente na adoração do orixá Iansã. Àkàrà quer dizer bola de fogo, adicionando o sufixo je, que quer dizer comer, nasce, por fim, o acarajé, ou “comer bola de fogo”.

Um conservador, enquanto tal, defende a Tradição, os antigos costumes que trazem com eles um legado e aprendizado, a continuidade das instituições sociais, assim como a defesa da mais genuína Liberdade e Democracia. O acarajé é um velho hábito alimentício herdado dos nossos antepassados, uma grande, e gostosa, herança deixada por um povo que, querendo ou não seus atuais descendentes, ajudou a formar o Brasil, é um elemento cultural que, junto com outras tradições, ajudava a desenvolver o ethos baiano, não essa caricatura atual, mas o espírito da Bahia quando ainda havia uma produção intelectual de grande destaque nacional, com heranças no movimento monárquico ou um republicanismo sincero e bem fundamentado, tudo arrematado por uma filosofia liberal ou pela teologia católica.

Em suma, o Acarajé é sim conservador, o Acarajé deve sim ser conservado. Não obstante, como a cultura negra foi seqüestrada pelos adeptos de movimentos sociais, o candomblé foi supervalorizado pelos descendentes dos africanos, essa herança negra, que já se encontrava em alto estágio de fusão com o legado europeu, passou a vivenciar um verdadeiro apartheid cultural.

Se nós fôssemos de Minas Gerais, provavelmente nosso blog se chamaria “Pãozinho de Queijo Conservador”, em São Paulo poderia se chamar “Pizza Conservadora” ou “Bauru Conservador”, mas somos baianos, estamos na Bahia, e nada melhor do que reverenciar nosso legado cultural.

Pouco nos importa se o Acarajé era, inicialmente, uma comida ritualística. Primeiramente não somos puritanos. Tenho certeza que muitos aqui até comeriam com gosto um delicioso prato de bozó (rsrsrs). Em segundo lugar, a Europa é rica nessas heranças pagãs que foram cristianizadas, a priori, ou perderam as bases religiosas sacrificiais. O fato de achar uma contradição um Acarajé Conservador mostra, mais uma vez, como esse pessoal apenas favorece o isolacionismo cultural negro, e, como de fato se comprova, o atraso e letargia do continente africano, que fica a mercê de ONGs socializantes, doações de Fundações abortistas e, principalmente, refém do (falso) Aquecimento Global.

Pedro Ravazzano

4 comentários:

Rafael Oliveira disse...

Muito bom!!! Gol de Placa!

Luciana Lachance disse...

hahahaha... muito bom mesmo!

Marcos Monteiro disse...

E se fosse no Rio, Angu do Gomes conservador, haha.

Andrea disse...

Adorei!!! Esse blog é bom demais e eu adoro esse nome! Também sou baiana, mas vivo no Rio.

Não sabia o que significava a palavra "acarajé", nem a origem. Gostei muito de saber! :)

Longa vida a vocês!

Que Nosso Senhor os abençoe e guarde!