sábado, 20 de setembro de 2008

Jovens Católicos e Feministas Revoltadas

No vídeo que vocês irão ver a seguir constatarão até que ponto chega a intolerância. É engraçado quando chamam os cristãos (aqui incluo os católicos, ortodoxos e protestantes históricos) de fanáticos intolerantes. Ora, é fato que existe uma total desavença entre os crentes e as novas percepções sobre a moral e o sexo. Podemos remontar essa ótica até a Escola de Frankfurt, principalmente a Marcuse, que dizia que a moral era mais uma forma de opressão burguesa. De qualquer forma, a tentativa de criminalizar a moral religiosa é absurda. Óbvio que nenhum cristão pode ultrajar e agredir um homossexual ou uma feminista lésbica, até porque aprendemos que o ódio deve ser direcionado ao pecado, nunca ao pecador, não obstante, as reivindicações desses movimentos, totalmente ideologizados, passam por um processo de restrição das liberdades individuais.

Nesse vídeo um grupo de católicos se reúne na porta da Catedral de Neunquén, onde passaria uma passeata composta por membros do
"Encuentro Nacional de Mujeres". Eles temiam que a Igreja fosse alvo de ataques e profanações. O resto vocês vão ver com os próprios olhos. Só aviso que xingam a Virgem Maria, queimam bandeira da Argentina, cospem na cara dos jovens etc, daí podem concluir o tom...

Pedro Ravazzano

5 comentários:

Francisco Luis disse...

uma pergunta inicialmente: o pq de os jovens católicos temerem que a igreja pudesse ser alva de ataques?

e mais uma coisa: talvez por um grupo de pessoas estarem rezando na frente de uma gireja, as feministas(não necessariamente lésbicas) tenham se sentido ofendidas, elas podem ter entendido como se essa corrente de reza fosse para eliminar um "mal"(no caso elas), e assim algumas tenham se exaltado e tenhma praticado esse lamentável ato de vandalismo, agressão, etc.

será se esse meu comentário tem algum sentido?

Pedro Ravazzano disse...

Os jovens temiam que a Igreja fosse atacada porque sabiam o tom do encontro, como qualquer encontro feminista; total aversão a moral religiosa, aos valores, ao catolicismo.

Nada, nada justifica a agressão. Quando as feministas viram os jovens rezando pararam e focaram todo esforço para derrubar a barreira e acabar com as orações. Com certeza os jovens rezavam pela conversão dessas mulheres, e daí? Só na mente de uma sociedade laicista-atéia isso é agressão e ultraje público. Eles estavam dentro de uma propriedade privada e apenas vivenciavam a fé que professam. O resto é mera suposição e relativização para ratificar a atitude agressiva das feministas.

Francisco Luis disse...

"O resto é mera suposição e relativização para ratificar a atitude agressiva das feministas."

calma calma pedro. n disse nada, levantei uma hipótese, que vc derrubou.

agora, "Só na mente de uma sociedade laicista-atéia isso é agressão e ultraje público.", creio que o Estado Argentino seja laico, então dependendo do tom pode esse ato pode ser visto como uma ofensa. Falando por mim, agora, se um desses "loucos" que ficam com bíblias atirando palavras contra o vento chegasse para mim tentando me converter, ou me julgando como um mal na sociedades, aminha reação seria ou me fingir de doido ou dar um soco nele.

Pedro Ravazzano disse...

Sim, o Estado argentino é laico, não é ateu (laicismo não é ateísmo). Ademais, o laicismo virou bandeira de combate a religião, como se o Estado não fosse representante do povo, e esse por sua vez é crente.

No caso em questão, ninguém estava doutrinando ou podando o direito das femininistas de marchar pela rua. Assim como os católicos não agrediram a liberdade das mulheres de protestar, ninguém poderia atacar o grupo de jovens. Eles estavam simplismente rezando dentro de um espaço privado. Daqui a pouco vão invadir os templos e proibir os religiosos de pregar, como de fato se pretende com a Lei contra "homofobia" (Coloco em aspas primeiro porque a lei não combate a "homofobia", ela quer diminuir as liberdades individuais, a causa gay serviu como massa de manobra para o fortalecimento do Estado. Em segundo lugar "homofóbio" é quem tem fobia de homem)

Edgard Freitas disse...

Salvo engano o estado argentino não é laico. Tem religião oficial, o catolicismo (Por isso, inclusive, que Carlos Menem se converteu)